segunda-feira, 24 de outubro de 2016

O ACESSO DE ALUNOS DE ESCOLAS PÚBLICAS AO CIRCUITO LIBERDADE


Este artigo se propõe a descrever a relação entre o acesso de alunos de escolas públicas a equipamentos culturais e seu perfil socioeconômico e hábitos formados e cultivados no âmbito de práticas culturais. Para tal, foi feita uma pesquisa de campo junto a escolas da rede pública de ensino de Belo Horizonte. Formaram-se dois grupos de alunos entrevistados, os que participaram da ação educativa e os que não participaram. Buscou-se captar o efeito desse programa, considerando perfil demográfico do aluno, preferências por disciplinas e lugares dentro da escola, condições socioeconômicas da família, hábitos culturais, alocação de tempo e avaliação de Belo Horizonte. Os resultados evidenciam que os alunos mais motivados pelo contato com o Circuito Liberdade são aqueles mais interessados nas atividades escolares, assim como aqueles que informam frequentar e participar de atividades culturais.



TEXTO COMPLETO DISPONÍVEL EM: <https://goo.gl/p9qxqr>. Acesso em: 24 out. 2016

O ILUSTRADOR COMO CONTADOR DE HISTÓRIAS



"Quando criança, antes de sequer pensar em tornar-me artista, imaginei que seria veterinário. Minha casa era um zoológico: cães, gatos, papagaios, pássaros e até um quati nós tínhamos. Vi muitos partos de bichos e, em duas ocasiões, fiquei surpreso ao descobrir que a gata e a cachorrinha davam de mamar aos seus filhotes trocados, sem quaisquer “dramas de consciência”. 
Lembro-me que, nas muitas idas ao veterinário, me chamava ateção um quadro na parede da sala de espera:
“O veterinário reúne 41 médicos em 1. Ele é obstetra, infectologista, cirurgião, ortopedista, oncologista...”
Talvez o desafio de ter de estudar 41 vezes mais do que em qualquer outra profissão tenha feito eu mudar de ideia quanto a ser veterinário. Minha profissão é bastante diferente daquela dos meus planos originais. Curiosamente, encontrei no meu novo caminho algumas semelhanças com o que dizia aquele quadrinho escrito em letras caligrafadas que tantas vezes li na sala de espera com meus bichos no colo.
Muito mais que um mero desenhista o ilustrador tem por missão criar na página em branco mundos e gentes, personagens, indumentária, orquestrar coadjuvantes, compor cenários, padronagens, texturas, iluminação, enquadramentos, gestos e expressões faciais, estabelecer paleta de cores, pensar no design... Temos enfim que ser vários artistas em um.

TEXTO DISPONÍVEL EM: <https://goo.gl/iDG5vK>. Acesso em: 24 out. 2016


domingo, 23 de outubro de 2016

ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO - Magda Soares (Introdução)


“O que são a alfabetização e – esse novo conceito – o letramento? Em que consiste alfabetizar e letrar? Que conhecimentos e capacidades estão envolvidos na alfabetização e no letramento? Qual a importância desses conceitos para a prática de ensino da linguagem escrita?
Discutir, sob um ponto de vista teórico, respostas a essas perguntas é o objetivo central deste Caderno. Você pode estar pensando: para que discutir teoricamente, para que discutir conceitos se os problemas em sala de aula são tão urgentes que queremos respostas práticas e não teóricas?
Acreditamos que há duas razões que justificam o exame teórico dos conceitos de alfabetização e letramento.
A primeira delas é que uma adequada reflexão sobre diretrizes metodológicas, bem como uma consciente tomada de decisões, em sala de aula, pressupõe, dentre outros fatores, o conhecimento dos fundamentos teóricos que deram origem a essas diretrizes metodológicas, que podem dar base a decisões em sala de aula, que podem justificar direções seguidas.
Em outras palavras: metodologia e teoria são duas faces de uma mesma moeda e são, por isso, inseparáveis. Não é possível atuar, com autonomia, em sala de aula, sem o conhecimento do objeto que se deseja ensinar e de cuja natureza e características decorrem, em larga medida, a utilização – e, por que não, a criação – de princípios, diretrizes e procedimentos metodológicos. Assim, conhecimentos de natureza teórica são um elemento importante para a construção de uma atuação autônoma de qualquer professor e, por isso, devem integrar sua formação.
A segunda razão está relacionada ao desenvolvimento, posterior a este curso, de sua formação continuada ou permanente, na área de alfabetização. Habitualmente, parte importante do material – livros, artigos e revistas acadêmicos – que podem auxiliá-lo nessa tarefa de permanente formação são pouco acessíveis se você não dominar algumas das referências teóricas que orientam a produção desses trabalhos ou se você não conhecer as relações que se estabelecem entre eles.
Quer dizer: se você desconhecer aspectos dos fundamentos teóricos da área, ficará muito difícil dar prosseguimento, com autonomia, a sua formação.
É por essas duas razões, portanto, que nos voltaremos, agora, para pressupostos teóricos que podem fundamentar sua atuação como alfabetizador. Vale a pena lembrar: esses pressupostos podem auxiliá-lo a assegurar sua autonomia na condução de seu trabalho em sala de aula e no desenvolvimento de sua formação continuada.
Discutiremos esses pressupostos da seguinte forma. Daremos atenção aos dois principais conceitos em torno dos quais se organiza a discussão sobre o ensino-aprendizado da linguagem escrita: os conceitos de alfabetização e de letramento.
Nos estudos atuais sobre o ensino da linguagem escrita, há diferentes modos de abordar e de compreender esses dois conceitos. Não seria possível – e, a nosso ver, nem necessário – examinar todas essas diferentes perspectivas. Por isso, exploraremos a perspectiva que nos parece mais relevante para auxiliar o trabalho do professor em turmas de alfabetização. Sempre que tratarmos, porém, de pontos controversos, procuraremos evidenciá- los, remetendo a esses outros pontos de vista e a textos por meio dos quais você poderá estudá-los de modo mais aprofundado, se desejar.” (Introdução, p. 11-13)

LIVRO DISPONÍVEL PARA DOWNLOAD: <https://goo.gl/e9nZ7m>. Acesso em: 23 out. 2016

APRESENTAÇÃO