segunda-feira, 24 de outubro de 2016

O ILUSTRADOR COMO CONTADOR DE HISTÓRIAS



"Quando criança, antes de sequer pensar em tornar-me artista, imaginei que seria veterinário. Minha casa era um zoológico: cães, gatos, papagaios, pássaros e até um quati nós tínhamos. Vi muitos partos de bichos e, em duas ocasiões, fiquei surpreso ao descobrir que a gata e a cachorrinha davam de mamar aos seus filhotes trocados, sem quaisquer “dramas de consciência”. 
Lembro-me que, nas muitas idas ao veterinário, me chamava ateção um quadro na parede da sala de espera:
“O veterinário reúne 41 médicos em 1. Ele é obstetra, infectologista, cirurgião, ortopedista, oncologista...”
Talvez o desafio de ter de estudar 41 vezes mais do que em qualquer outra profissão tenha feito eu mudar de ideia quanto a ser veterinário. Minha profissão é bastante diferente daquela dos meus planos originais. Curiosamente, encontrei no meu novo caminho algumas semelhanças com o que dizia aquele quadrinho escrito em letras caligrafadas que tantas vezes li na sala de espera com meus bichos no colo.
Muito mais que um mero desenhista o ilustrador tem por missão criar na página em branco mundos e gentes, personagens, indumentária, orquestrar coadjuvantes, compor cenários, padronagens, texturas, iluminação, enquadramentos, gestos e expressões faciais, estabelecer paleta de cores, pensar no design... Temos enfim que ser vários artistas em um.

TEXTO DISPONÍVEL EM: <https://goo.gl/iDG5vK>. Acesso em: 24 out. 2016


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